Páginas

sexta-feira, 25 de março de 2011

A luz

A sensação de estar naufragando tem sido mais presente do que nunca em minha vida. Os dias passam, nada muda, e enquanto isso, parte de mim vai ficando para trás, e a outra parte diz que não devo insistir em cometer novos erros, mas tudo aquilo que está dentro de mim precisa conhecer o lado de fora.
O medo de perder aquele pouco que me é dedicado, estagna qualquer coisa que eu venha a fazer, por isso, talvez seja melhor o silêncio diante de tal situação, principalmente nas circunstâncias em que se encontram. Não posso mais olhar para os lados, porque o precipício está do meu lado, e a qualquer momento posso cair, assim prefiro parar por aqui. Deixe que as máscaras cubram tudo aquilo, que representa um nada para alguns, mas muito para quem sente.
Não seria esta, a forma mais bela e adequada de se passar por isso, mas é assim que tem que ser, porque não devemos tentar mudar o destino que nos conduz, muito menos esperar uma revolução amanhã de manhã. Tudo é feito e transformado com o tempo, e creio que quem irá se modificar, será eu mesma, porque já aprendi muito, mas ainda não sei exatamente nada.
Depois de tantas catástrofes, tantas portas fechadas, tantos sonhos destruídos, isso que se passa não poderá ser pior (peço), talvez equivalente, mas nada que um dia após o outro não resolva, não possa curar e me levantar, para que eu possa continuar caminhando, lentamente, mas há sempre uma luz no fim, e acredito que essa é a única esperança que realmente tenho, e que acredito que um dia aconteça, a luz, aquela que brilha para você, a que te ilumina nos momentos mais difíceis... A luz!



Nenhum comentário:

Postar um comentário