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sábado, 16 de abril de 2011

Sem título

Já é tudo tão confuso,
Tão quente quanto a neve,
Tão forte como a brisa,
e mesmo assim eu me perco novamente.
As vozes que eu ouço
me confundem cada vez mais,
o calor me dá medo,
o frio me conforta.
A vida já não tem as mesmas pessoas,
nem as mesmas coisas.
As palavras já não soam mais.
O violão já não toca mais.
A boca não diz nada. 
E isso tudo é tão forte,
que posso aguentar, 
mas tudo é tão frágil
que me dói ter que aceitar.
Já não sinto diferença entre
a manhã e a tarde,
a noite e a madrugada.
É sempre a mesma rotina,
e mais uma vez estou sozinha.
As poucas pessoas que estavam 
do meu lado, 
já consegui magoar.
O pouco tempo que eu tive
eu perdi.
O sorriso que queria ter dado
deixei que virasse uma lágrima.
Aquilo que eu deveria ter dito,
ainda está escrito em algum lugar.
Não vou mais demonstrar,
acho que o melhor é me calar,
as pessoas já se acostumaram,
a falta já não faço.
Esperar que o futuro chegue
devagar,
pra eu poder olhar para trás
e ver que mais uma vez
eu estava errada.
E que isso dure
quanto tempo tiver que durar.

4 comentários:

  1. E além de uma perfeita observadora do Mundo também é Poeta?!
    Adorei a maneira como você conseguiu sintetizar um problema pra criar um Poema com tanta "força" e que consegue bloquear a barreira do coração mais duro!
    Fiquei imaginando quem poderia ter te feito tanto mal ou bem)... Esquece, isso é minha curiosidade falando mais alto, ignore! kkkk

    Enfim, parabéns novamente!

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  2. Nossa, acho que tenho um leitor de verdade agora!
    Muito obrigada pelo carinho, rs, é muito importante para mim, saber que existem pessoas que gostam do que escrevo. E quando eu escrever meu primeiro livro eu te mando um exemplar aushausuhsahu.

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  3. Adoraria!
    Seu livro seria meu Livro de cabeceira!!!!!
    Realmente você escreve muito bem e sim, você tem um leitor!

    To indicando aqui no Campus... Acho que o povo ta curtindo, também neh!

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