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sábado, 8 de setembro de 2012

Uma carta ao amor

Eu não podia deixar que as lembranças morressem! É melhor acabar com algo que foi tão bom do que deixar que isso terminasse com rancor. Sofrimento, lágrimas, dor... Isso faz parte, isso passa, mesmo que demore, passa! Não podia tratar com migalhas um homem que me deu todo seu amor. Não podia fazer sofrer quem me fazia sorrir. Hoje, é ruim, amanhã também pode ser, mas ontem foi tão bom, tão feliz,
tão lindo! Foi a melhor recordação de toda essa adolescência enclausurada. Foi bonito e isso que importa!
Foi verdadeiro e real! Se for para ser de novo, será. Agora eu tenho que abrir as minhas próprias asas,
tenho que reavaliar tudo que fiz e principalmente, o que deixei de fazer. Tempos melhores virão, eu acredito nisso. As diferenças falaram mais alto... Talvez seja assim para sempre... Talvez eu só precise me encontrar para poder me entregar de novo. Não podia ser um amor pela metade! Só o tempo vai dizer, só o tempo...
De qualquer forma, é melhor chorar de saudade de algo bom, do que chorar de rancor e ódio. Foi um fim horrível, eu sei, mas foi um fim com amor, com carinho e com esperança. Se for amor de verdade, vai voltar, se não for, encontraremos alguém bem melhor em nosso caminho. Mas nunca se esqueça de que eu te amei de verdade e por isso te quero bem, não posso te levar comigo num caminho tão escuro e confuso. Essa dor não é maior do que o amor e as lembranças que ficaram! Cada abraço, cada beijo, cada carinho, cada imagem do seu sorriso ao meu lado vai ficar no meu coração e é disso que quero me lembrar, é isso que vai servir como apoio para eu crescer. É isso que me fez bem!

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